Férias pelo Mundo

Turismo, diversão, comportamento! Também um pouco de cinema e história

Categoria: Lugares (Página 1 de 21)

Berlim, 30 anos depois.

Eu lembro das imagens transmitidas pela TV naquela noite de 8 para 9 de novembro de 1989: pessoas desesperadas tentando passar de Berlim Oriental para Berlim Ocidental. Poucas horas antes havia sido dada a permissão oficial para quem quisesse visitar parentes do outro lado do muro. Eu, e o resto do mundo, vibramos de alegria e de tensão: seria mesmo verdade ou aqueles que passassem para o outro lado seriam fuzilados, como foram tantos durante os anos em que a cidade de Berlim foi brutalmente dividida?

Pouco a pouco o mundo foi compreendendo que aqueles jovens se equilibrando em cima do muro, que comemoravam a cada um que conseguia pular para o outro lado, estavam protagonizando o fim da Guerra Fria. No dia 9 de novembro de 1989 o mundo amanheceu aliviado. O Muro de Berlim tinha caído. A Reunificação da Alemanha só viria em 3 de outubro do ano seguinte.

O meu amor por viajar misturado com minha curiosidade de jornalista me levou a visitar Berlim em julho de 1990. Eu queria conhecer os dois lados, antes da reunificação. Desembarquei na estação de trem em Berlim Ocidental e me impressionei imediatamente com a cidade. Moderna, grandiosa, vibrante Berlim Ocidental. Eu lembro de ter passado uma manhã toda no andar de comidas da KaDeWe tentando escolher o que comer. No dia seguinte, fui conhecer Berlim Ocidental e foi um choque. Era como estar de volta a década de 1940. Anos de domínio comunista deixaram um legado de atraso para os alemães que tiveram o azar de estar na zona de domínio soviético, e puderam experimentar o gosto amargo do que o domínio comunista faz com uma sociedade. Compreendi o desespero dos orientais para passar para o lado ocidental. Percebi com tristeza que se eu morasse em Berlim Oriental, também faria de tudo para escapar da sombra negra comunista e portanto, eu poderia ser alvo dos tiros dos guardas do muro.

Passei pelo Checkpoint Charlie, limite entre a Zona Americana e a Russa, e portanto, símbolo de toda a tensão da guerra fria. Os temidos guardas já não estavam mais ali. Em seu lugar, ambulantes vendiam de uniformes a medalhas de condecoração soviéticos. Aproveitei para tirar 3 pedaços do muro com uma pequena marreta deixada ali para que curiosos como eu pudesse levar para casa, um pedaço do muro.

O Maurer Museum foi instalado em frente de onde ficava o Checkpoint Charlie, e lá, pode-se reviver a Berlim dividida entre Oriental e Ocidental.

Recebi hoje um email do Visit Berlin convidando para os festejos de 30 anos da Queda do Muro. Serão 7 dias celebrando a Revolução Pacífica. 30 anos…sim, passam voando. Publico abaixo o convite, extensivo a todos.

“De 4 a 10 de novembro, a capital alemã organizará um grande festival para comemorar o jubileu de 30 anos da Revolução Pacífica e da queda do muro de Berlim. Durante sete dias e em sete pontos diferentes da cidade, Berlim se transformará em um centro de exposições e eventos ao ar livre.









Os principais momentos da revolução serão narrados em lugares onde de fato aconteceram eventos importantes da história berlinense em 1989/90. Os visitantes poderão entrar no clima dessa época de mudanças por meio de grandes representações encenadas na igreja Gethsemanekirche, na praça Alexanderplatz, no Portão de Brandemburgo, na rua Kurfürstendamm, ao lado da EastSideGallery, na praça Schlossplatz e também na central da Stasi, em Lichtenberg.

As encenações de fotografias e filmagens históricas, apoiadas por instalações sonoras, serão o carro-chefe de uma programação diversificada de exposições e eventos – organizada de maneira unificada por museus, memoriais, associações, instituições educacionais, iniciativas e grupos de artistas. Além de rememorar a trajetória das vítimas da ditadura do partido SED e a divisão da cidade dentro de seus antigos limites municipais, essa encenação descentralizada, que conta com mais de 100 eventos, convida o visitante a viver a experiência dos acontecimentos históricos da Revolução Pacífica na forma de uma viagem pelo tempo e pelo espaço. Serão abordados os inícios do regime na Europa Central e do Leste e a onda de fugas a partir do início do verão de 1989, passando pelos protestos em toda a Alemanha Oriental e pela queda do muro no outono daquele ano até a tomada da central da Stasi e as primeiras eleições democráticas na Alemanha Oriental, em março de 1990.

O ponto alto dessa semana de festividades fica por conta de um festival de música que acontecerá em vários pontos da cidade na noite de 9 de novembro. Ao longo da rota da revolução, berlinenses e turistas de todo o mundo celebrarão a festa da liberdade. Em inúmeros palcos, apresentam-se artistas nacionais e internacionais cujo som e história estão relacionados aos acontecimentos de 1989/1990 ou cuja carreira está ligada à vanguarda e à revolução. Com sua vasta oferta musical – que varia da música clássica ao rock, passando pelo jazz e pelo pop até chegar ao hip hop -, esse festival de encerramento das comemorações do jubileu deixará claro o poder da música: em um final e impressionante, todos os palcos tocarão a mesma música ao mesmo tempo, a ser entoada por um coro de artistas e expectadores. É nesse momento que a cidade se unirá em uma grande comunidade em festa.”

Berlim hoje, é uma cidade que superou o trauma da divisão. Pelas centenas de restaurantes, museus, lojas, galerias e bares, locais e turistas do mundo inteiro se encontram e desfrutam do clima de modernidade e prosperidade. Você encontra dicas de onde ficar e o que fazer em Berlim no site Visit Berlin

50’s are the new 30’s !!!

Houve um tempo em que fazer 50 anos era o divisor de águas para uma vida mais monótona, com expectativas de vida pouco a pouco se restringindo a ver netos crescerem.  Como eu disse na primeira sentença, “Houve um tempo”… e esse tempo não existe mais.   Hoje, fazer 50 continua sendo divisor de águas, mas para um período de vida onde se pode desfrutar dela como nunca.

Foi pensando nesse público de jovens cinquentões, cheios de uma energia e disposição invejáveis,  que há alguns anos as escolas de línguas começaram a criar turmas somente para pessoas acima de 50.  No início eram apenas turmas restritas por idade, mas hoje, esses programas agregam uma programação intensa de atividades que podem incluir de degustações e visitas a vinhedos, passeios guiados a museus, shopping malls, aulas de culinária com chefes na Itália ou na França, visitas a cervejarias, óperas, enfim…infinitas possibilidades.

Alguns destinos têm se consolidados como os melhores para o programa 50+: Malta, Santa Bárbara, Los Angeles, Boston, Florença, Paris e Londres entre tantos outros.

Boston é centro de música, museus, esportes, boa comida.  Enfim, tem tudo o que um lugar precisa ter para ser um ótimo destino de intercâmbio.  Além disso, andar por suas ruas é andar pela história americana.

Uma das grandes vantagens que eu vejo nesse tipo de viagem é a de não precisar procurar por companhia.  Você decide que quer viajar, conhecer um lugar, se aprofundar na língua e cultura, sabendo que lá vai encontrar pessoas com os mesmos interesses que você, prontas para estabelecer novas amizades e trocar muitas experiências.  Pessoas abertas às boas surpresas que a vida pode trazer.

Como funciona o 50+ : esse programa não é oferecido o ano todo.  Normalmente cada escola oferece 2 vezes ao ano, e dura 2 semanas.  No valor já vem incluído o preço das aulas de inglês, que são pela manhã, a acomodação em casa de família, café da manhã e jantar, assim como todos os passeios e atividades.  Durante os passeios, despesas pessoais não estão incluídas.

Malta é um dos destinos mais procurados para o 50+.  Praias lindas, restaurantes, lojas e muita cultura são alguns dos motivos para isso.

Essa é minha dica de intercâmbio de hoje.  Espero ter dado uma boa idéia para alguns de vocês.

Nota da autora: a VR Intercâmbios organiza viagens de intercâmbio 50+ desde 2008. Para maiores detalhes, entre em contato pelo e-mail contato@vrintercambios.com.br

❤️ in NY…

Nova York é um cidade para qualquer ocasião, não tem como negar. Mas impossível não reconhecer que é uma das cidades mais românticas do mundo.  Por isso, fazer uma lista de restaurantes românticos foi bem difícil.  Achei melhor não escrever “os mais”para não correr o risco de ser injusta.  Então uma lista de lugares para levar seu amor.

Il Buco 

47 Bond St., New York, NY 10012 | (212) 533-1932

Esse lugar era primeiramente um antiquário e em 1992 a proprietária Donna Lennard  o transformou em restaurante.  O ambiente guarda as características do antigo negócio dando a sensação de que a qualquer momento podemos descobrir um pequeno tesouro escondido.  E eu não diria pequeno, mas de verdade um tesouro é a enoteca, com mais de 400 rótulos.  A comida é ítalo-hispânica e eu recomendo as sobremesas: Panna Cotta all’Aceto Balsamico  e Torta all’ olio d’oliva.

 

 

One if by Land, Two if by Sea

17 Barrow St, New York, NY 10014, USA
+1 212-255-8649

O poeta Henry Wadsworth Longfellow (1807 – 1882) descreveu assim a histórica cavalgada de Paul Revere:

Listen my children and you shall hear/Of the midnight ride of Paul Revere, /On the eighteenth of April, in Seventy-five;/Hardly a man is now alive /Who remembers that famous day and year. //He said to his friend,/”If the British march /By land or sea from the town to-night, /Hang a lantern aloft in the belfry arch /Of the North Church tower as a signal light – /One if by land, and two if by sea;/And I on the opposite shore will be, /Ready to ride and spread the alarm /Through every Middlesex village and farm, /For the country folk to be up and to arm.”

Essa estrofe do poema foi a inspiração para o nome desse, que é considerado o mais romântico dos restaurantes de Manhattan.  Construído num prédio histórico de 1776 onde funcionava uma cocheira, a decoração é lindíssima.

O cardápio é clássico americano e eu recomendo o Beef Wellington: um roasted beef envolvido em patê de foie gras e massa folhada.

O One if by Land é provavelmente o restaurante onde mais pessoas abriram uma caixinha e pronunciaram “Quer casar comigo?”.  Por isso, é um lugar para pensar bem antes de ir.

Pier A Harbour House 

22 Battery Place, +212.785.0153

Eu acho esse lugar tão lindo!

Coloquei na lista de restaurantes porque além de tudo, a comida é excelente, mas esse lugar é maravilhoso a qualquer hora do dia.  A cozinha serve frutos do mar, posso indicar os calamari que gosto de tomar com uma Guinness.  Mas todos os pratos são muito bons e o Oyster Bar é famoso para quem gosta da iguaria.  De qualquer maneira, a vista da Estátua da Liberdade e a arquitetura fazem desse, um dos lugares mais românticos de NY.

 The House

121 East 17th Street

Esse prédio de 3 andares data de 1854 e também funcionava como cocheira.   O lugar é muito aconchegante com as paredes de tijolos e lareiras.  Tem uma ótima adega e a cozinha americana oferece de lagosta a Scallop, de cordeiro (delicioso) ao típico Black Angus NY Strip Steak.

Eu recomendo o brunch de domingo no The House.  E para completar o programa, um passeio pelo Gramercy Park.

 Erminia 

250 E 83rd St, Manhattan,NY / (212) 879-4284

Um chalé suísso, que serve comida romana, no meio do Upper East Side: assim é o Erminia.   São poucas mesas o que torna o ambiente ainda mais romântico e o serviço é impecável.  Se você escolher esse restaurante para ir com aquela pessoa com quem pretende passar o resto da vida, certamente será o lugar que irão voltar todas as vêzes que forem a NY.

Bem, chegando ao final do post e eu não posso deixar de expressar meu desejo sincero de que quem estiver lendo este post tenha sempre um amor ao seu lado, pronto para desfrutar as boas coisas da vida.

Um pouco de romance na Itália.

Em homenagem ao Dia dos Namorados que já está chegando, vou publicar restaurantes para quem planeja  um jantar inesquecivelmente romântico, independente de data, já que o amor não tem calendário.

Resolvi começar por alguns dos mais românticos restaurantes da Itália, país que dispensa comentários quando o assunto é L’Amore.

1 – Club del Doge Restaurant, Veneza

Estar em Veneza já especial.  Mas sentar no terraço em frente ao Gran Canale e apreciar um menu delicioso é sem dúvida uma experiência única.  Nos comentários sobre o Club Del Dodge você vai ler que a comida é típica veneziana co toques inusitados.  Traduzindo, frutos do mar com massas ou risotos, preparados de maneira criativa.

Você pode escolher entre um almoço  descontraído, ou um jantar bem elegante e formal.  O Menu é diferente, mas igualmente bom.

Não importa o horário nem o lugar da mesa: terraço ou salão.  Mas importa como se chega.  Agende um táxi-lancha, e vá curtindo a paisagem pelos canais de Veneza.  É muito mais divertido entrar pelo deck do que pela porta da rua.

 

 

O Club del Doge Restaurant fica no The Gritti Palace Hotel, no Campo Santa Maria del GiglioVenice.

Reservas: +39041794611

2-Il Palagio, Florença

Esse é o restaurante do Four Seasons, que além de estar num lugar lindíssimo, tem também uma estrela no Guide Michelin.  E a estrela não está lá à toa.  Eles dizem que servem comida típica italiana de uma maneira mais sofisticada, mas isso não é verdade.  Não tem nada de típico num gazpacho com camarões e avocado, ou num pato com lentilhas.  Quero só dizer que este é daqueles restaurantes que você pode aceitar a sugestão de olhos fechados.  Não precisa nem se esforçar para saber o que vai comer, deixe que seja surpresa.

O restaurante serve desde o café da manhã até o jantar, mas uma boa opção é o brunch dos domingos ( não é servido nos meses de janeiro e fevereiro).

Para reservas acesse http://www.fourseasons.com/florence/dining/restaurants/il_palagio/#

3 – Ristorante La Sponda (Positano)

Ainda não inventaram nada mais romântico que um jantar à luz de velas, num lugar com uma vista espetacular.  Só por isso o La Sponda já teria motivo suficiente para constar em qualquer lista de indicações.  Mas além disso, esse restaurante que fica no Hotel La Sireuse, serve uma comida mediterrânea maravilhosa, que vale uma estrela no Guide Michelin.

 

Ao entardecer, 400 velas são acesas criando uma harmonia entre a iluminação de Positano e do restaurante.  É a hora perfeita para pedir um vinho e degustar o que quer que o Chef decida servir no dia.

Reservas La Sponda

  • Via Cristoforo Colombo, 30
  • 84017 Positano (SA) Italia
  • Tel +39 089 875066
  • info@sirenuse.it

4 – Ristorante Aroma, Rome

Localizado no alto de um Palazzo do século XVII, está o Palazzo Manfredi hotel.  Esse é o endereço do Aroma. um restaurante que combina uma comida merecedora de uma estrela no Guide Michelin, e uma das vistas mais impressionantes: o Coliseu de Roma e a cidade antiga.

Peça o Menu degustação que vale a pena pela criatividade do chef.  Do Menu dolci, recomendo o Cake di rapa rossa con gelato di scorzonera, semifreddo al cioccolato bianco e biscotto croccante.

Reservas: aromarestaurant.it

5- Solo per Due, Vacone

Construído onde antes existia uma Villa romana, esse é considerado o menor restaurante do mundo. já que como  o nome já diz,  é somente para duas pessoas. Imagine chef, maître, garçons, dedicados apenas a vocês dois.    Mas não se preocupe com a privacidade: enquanto o casal não toca o sino, ninguém aparece para servir.

 

O ambiente é super aconchegante, com móveis de estilo e poltrona confortáveis, compondo um ambiente sofisticado mas ao mesmo tempo caseiro.

Uma atenção especial para a apresentação dos pratos que fazem da comida uma experiência também visual.

Tiramisú no Solo due.

Por ser somente para duas pessoas, é necessário fazer reserva com bastante antecedência.

Via Villa di Orazio 2
02040 Vacone (RI)
info@soloperdue.it
Tel.: 0746 676873
Mobile 345-3205057

 

 

…motivos para ir à Praga…Parte I – As Igrejas Barrocas.

Eu sempre escrevo sobre lugares que eu já fui e coisas que eu já fiz. Mas hoje é dia de recomeçar, porque andei alguns dias afastada e achei que devia falar de um lugar que eu quero muito ir: Praga. Eu já li muita coisa sobre essa cidade, recebo muito material e sugestões, então eu filtrei e mando para vocês as minhas razões para querer conhecer, e a primeira delas: As Igrejas Barrocas!

O estilo Barroco, também conhecido como Seiscentista, por ter aflorado no século XVI, se caracterizou pelo contraste com o estilo contido e estruturado Renascentista.  Curvas e formas exageradas, elementos que representam o bem e o mal, figuras sacras e pagãs misturadas são características, assim como o dourado em profusão.  A Igreja Católica estava  ao mesmo tempo em confronto com as reformas protestantes e em plena expansão nas colônias americanas e por isso a necessidade de demonstrar grandiosidade e se misturar com a cultura dos novos fiéis.  Por isso que vemos muitas frutas e flores nas molduras douradas em volta dos santos.  Para mim, um dos estilos artísticos mais interessantes e que está presente em muitas construções em Praga.

Igreja de Nossa Senhora da Vitória – Menino de Jesus de Praga – a Igreja comemora a vitoriosa batalha da Montanha Branca, quando a Liga Católica venceu a Liga Protestante. É considerada a primeira Igreja em estilo barroco de Praga, construída na primeira metade do século XVII.

A Igreja de Nossa Senhora da Vitória é conhecida mundialmente porque em seu interior está a estátua do Menino Jesus de Praga.

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