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o navio Mayflower

Um passeio pelo berço da América

Em 1620 o navio Mayflower, vindo de Southampton na Inglaterra, ancorou na costa americana.  A bordo, puritanos ingleses a procura de um lugar onde pudessem ter a liberdade de professar sua fé, independente da Igreja Anglicana. O local onde chegaram era uma aldeia dos índios Wapanoag, e ali foi fundada a cidade de Plymouth, hoje conhecida como o Berço da América.

Plymouth Rock

Plymouth Rock

Esses primeiros puritanos ingleses ficaram conhecidos como “peregrinos”. Como eles não conheciam a terra, dependiam dos nativos para sobreviver. Foi assim que os primeiros habitantes da América apresentaram suas comidas aos recém-chegados que a incorporaram aos seus hábitos. Conta-se que para celebrar o encontro, os peregrinos fizeram uma refeição com essa mistura de sabores locais e culinária antiga: perú recheado, torta de abóbora, cenouras cozidas, molho de cramberry. Sentaram-se todos juntos, peregrinos e nativos, e antes de comer deram Graças. Assim nasceu o Thanksgiving.

Mayflower II

Mayflower II

O Thanskgiving é o feriado mais importante para os americanos. Justamente porque marca o início do país deles tal qual é hoje, a terra prometida para os puritanos, onde encontraram a liberdade. É o momento em que as famílias se encontram, sentam ao redor da mesa, tal qual fizeram os peregrinos, e dão Graças.

Plymouth Plantation

Plymouth Plantation

Plymouth Plantation

Plymouth Plantation

Nem tudo foram flores nesse encontro entre peregrinos e nativos. Como sabemos, os índios foram quase dizimados pelos colonizadores, mas essa é uma história que não vou entrar aqui. O que vou contar é sobre um romance muito conhecido de todos, ocorrido nessa região e que envolveu uma nativa Wapanoag, Pocahontas, e um soldado inglês, John Smith. Essa história ficou conhecida através do filme da Disney, que foi lindo, mas não contou a verdade sobre como foi o final. John Smith voltou para a Inglaterra deixando Pocahontas que foi rejeitada pela sua tribo por ter-se relacionado com o homem branco e morreu sozinha na floresta.

Chefe Wampanoag Massasoit

Chefe Wampanoag Massasoit

Visitar Plymouth é um passeio por aqueles primeiros dias da colônia americana. É visitar o Mayflower II, réplica fiel ao original. É caminhar pela Plantation e vivenciar como moraram os peregrinos. E é sobretudo um lugar para entendermos melhor esse país feito de tantos elementos diferentes, mas que se combinam, assim como a refeição do ThanksGiving.

Jack O’Lantern e as abóboras gigantes

O Halloween está chegando e a época das abóboras gigantes da Nova Inglaterra também. E essa é uma daquelas combinações perfeitas, que não nasceram juntas mas que quando se encontraram nunca mais puderam se separar.

Abóbora gigante

Em qualquer cidade do interior americano nessa época, vamos encontrar abóboras decorando as casas. E o máximo são as abóboras esculpidas com rostos assustadores, iluminadas com uma vela dentro, mais conhecidas como Jack O’Lantern.

Decoração típica de Nova Inglaterra

Tudo começou na Irlanda, país origem do Halloween. Conta a lenda que um homem chamado Stingy Jack – Jack, o mesquinho – convidou o diabo para beber. Fazendo justiça ao nome, Jack não quis pagar a bebida e convenceu o diabo a transformar-se numa moeda para que pudesse pagar. Mas uma vez que o diabo se transformou, Jack guardou a moeda no próprio bolso, ao lado de uma cruz de prata, o que o impediu de voltar a forma original. Jack depois liberou o diabo com a promessa de que ele não o incomodaria por um ano, e se no interim ele morresse, o diabo não reclamaria sua alma.

Aboboras de Halloween

Passado um ano, Stingy Jack convidou o diabo a subir numa macieira. Uma vez lá em cima, esculpiu uma cruz no tronco da árvore e aprisionou o diabo novamente e só o libertou com a promessa de que não seria incomodado por 10 anos e de que sua alma jamais iria para o inferno.

Abóboras de Halloween

Anos se passaram e Jack morreu. Deus, é claro, não o aceitou no Céu. E o diabo, como tinha prometido não leva-lo para o inferno, jogou Jack na noite escura, apenas com um pedaço de carvão em brasa para iluminar. O mesquinho pegou um pedaço de nabo e o esculpiu, colocou o pedaço de carvão dentro, e desde então, tem sido visto vagando pela noite escura com sua lanterna feita de nabo.

Quando os irlandeses chegaram na América, Stingy Jack transformou-se em Jack O’Lantern e o nabo foi substituído pela abóbora, muito mais fácil de esculpir.

Abobora esculpida

O outono é a época de colheita da abóbora, o que tornou perfeita a junção da lenda irlandesa com o fruto americano. Mas o espetáculo da abóbora não se resume à Jack O’Lantern: em muitos lugares no interior americano se vem Festivais de colheita, tendo as abóboras gigantes como ponto alto.

Tudo isso, num cenário natural que nessa época se tinge em tons de laranja, amarelo e marrom, faz do outubro um mês maravilhoso para se estar na América.

Um jardim de animais- Green Animals Topiary Garden

Eu já falei de 2  Mansões de Newport em posts anteriores: The Breakers, Newport e Hammmersmith Farm, a casa de Jackie.  Hoje não vou falar de mansão, mas de um jardim muito lindo e divertido que fica em Portsmouth, do ladinho de Newport.  É o Green Animals Topiary Garden, ou o Jardim verde de topiárias.


Topiaria é a arte de podar plantas em formas ornamentais.  Nesse caso, as plantas tomaram forma de desenhos geométricos ou de figuras ornamentais como ursinhos, elefantes e cachorros.


Essa era uma propriedade rural de 7 acres, pertencente a Thomas E. Brayton.  O jardineiro Joseph Carreiro começou a criar as topiárias e mais tarde, seu filho George continuou.


Alice Brayton, filha de Thomas, deu esse nome ao jardim por causa das mais de 80 figuras.  Ao morrer, ela deixou  o Green Animals Topiary Garden para a Preservation Society of Newport County. Esse é o jardim de topiarias mais antigo dos Estados Unidos.

As pontes cobertas da Nova Inglaterra

Você sai de carro por estradas secundárias da Nova Inglaterra e não tem como não admirar os cenários que encontra pelo caminho.  E de repente você se depara com uma dessas centenas de pontes cobertas, cujas cores combinam tão perfeitamente com a natureza.

Henniker, New Hampshire

West Arlington , Vermont


As pontes cobertas, construídas em sua maioria no século XIX, foram projetadas dessa maneira para que durassem mais sem estar expostas às intempéries.

Woodstock, Vermont


A arquitetura romântica em meio à cenários de sonho é responsável pelo apelido dessas pontes: kissing bridge.

Waitsfield, Vermont


Vermont é o estado com o maior número de pontes cobertas: 104.  Mas elas estão espalhadas por todos os estados da Nova Inglaterra.  Uma das rotas mais bonitas para se percorrer em busca dessas famosas construções é em Massachussetts.

Gilbertville, Massachussetts


As pontes cobertas não são exclusivas da Nova Inglaterra.  Outros estados também possuem alguma muito bonitas como Pensilvania e Nova York.

Sunday River, Maine



Escolha uma rota e prepare-se para tirar lindas fotos.  E sobretudo, aproveite esse lugar maravilhoso.

New England Lighthouses

Eu adoro a Nova Inglaterra.  Isso todo mundo já percebeu pela quantidade de posts que eu faço sobre essa região.  Tem muitas coisas que fazem com que eu sinta isso:  lugares, cidadezinhas, lagostas, clam showder, história, famílias tradicionais, pilgrims…enfim, eu poderia passar  amanhã inteira escrevendo.  O post de hoje é sobre mais uma dessas coisas que fazem dessa, um região linda e especial:  lighthouses.  Em português chamamos Farol, mas na verdade, são casas-farol, como dizem o nome.  E aqui vai uma lista com alguns bem interessantes de se conhecer.

Gay Head Lighthouse em Aquinnah, Martha’s Vinneyard, Massachussets. – construído em 1856.

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Stonington Harbor Light em Stonington Point, Connecticut – construído em 1824.

A vista é maravilhosa, do alto da torre dá para ver 3 estados: Nova York, Rhode Island e Connecticut.

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Seguin Island Light, Popham, Maine.

Para chegar a esta ilha tem que pegar um Ferry em Freeport ou em Bath.  Essa é uma lighthouse conhecida por ser assombrada.  Conta-se que um faroleiro comprou um piano para que sua esposa pudesse se distrair, já que a ilha é bastante isolada.  Ela tocava apenas uma música, o que foi irritando o marido, que a matou  machadadas e depois destruiu o piano.  Mas muitas vêzes, a música ainda é ouvida nesse farol.  pelo sim, pelo não, melhor evitar visitas à noite.  

Block Island Southeast Light, Block Island, Rhide Island – construído em 1875.

Esse farol é um exemplo típico de construção gótica vitoriana. 



Portsmouth Harbor Lighthouse, New Castle, New Hampshire – construído em 1771.

Em dezembro o Papai Noel chega nesse farol de helicóptero, trazendo lresentes para as famílias da guarda costeira. Se estiver por, vale se certificar do dia exato e participar dessa festa.

Race Point Light, Provincetown, Massachussetts – construído em 1816.


Esses são apenas alguns faróis que estão espalhados por todo o litoral da Nova Inglaterra. Hoje em dia, com métodos de navegação super modernos, os faróis perderam um pouco seu objetivo. Mas continuam a nos encantar com suas paisagens incríveis. 

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