Férias pelo Mundo

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50’s are the new 30’s !!!

Houve um tempo em que fazer 50 anos era o divisor de águas para uma vida mais monótona, com expectativas de vida pouco a pouco se restringindo a ver netos crescerem.  Como eu disse na primeira sentença, “Houve um tempo”… e esse tempo não existe mais.   Hoje, fazer 50 continua sendo divisor de águas, mas para um período de vida onde se pode desfrutar dela como nunca.

Foi pensando nesse público de jovens cinquentões, cheios de uma energia e disposição invejáveis,  que há alguns anos as escolas de línguas começaram a criar turmas somente para pessoas acima de 50.  No início eram apenas turmas restritas por idade, mas hoje, esses programas agregam uma programação intensa de atividades que podem incluir de degustações e visitas a vinhedos, passeios guiados a museus, shopping malls, aulas de culinária com chefes na Itália ou na França, visitas a cervejarias, óperas, enfim…infinitas possibilidades.

Alguns destinos têm se consolidados como os melhores para o programa 50+: Malta, Santa Bárbara, Los Angeles, Boston, Florença, Paris e Londres entre tantos outros.

Boston é centro de música, museus, esportes, boa comida.  Enfim, tem tudo o que um lugar precisa ter para ser um ótimo destino de intercâmbio.  Além disso, andar por suas ruas é andar pela história americana.

Uma das grandes vantagens que eu vejo nesse tipo de viagem é a de não precisar procurar por companhia.  Você decide que quer viajar, conhecer um lugar, se aprofundar na língua e cultura, sabendo que lá vai encontrar pessoas com os mesmos interesses que você, prontas para estabelecer novas amizades e trocar muitas experiências.  Pessoas abertas às boas surpresas que a vida pode trazer.

Como funciona o 50+ : esse programa não é oferecido o ano todo.  Normalmente cada escola oferece 2 vezes ao ano, e dura 2 semanas.  No valor já vem incluído o preço das aulas de inglês, que são pela manhã, a acomodação em casa de família, café da manhã e jantar, assim como todos os passeios e atividades.  Durante os passeios, despesas pessoais não estão incluídas.

Malta é um dos destinos mais procurados para o 50+.  Praias lindas, restaurantes, lojas e muita cultura são alguns dos motivos para isso.

Essa é minha dica de intercâmbio de hoje.  Espero ter dado uma boa idéia para alguns de vocês.

Nota da autora: a VR Intercâmbios organiza viagens de intercâmbio 50+ desde 2008. Para maiores detalhes, entre em contato pelo e-mail contato@vrintercambios.com.br

❤️ in NY…

Nova York é um cidade para qualquer ocasião, não tem como negar. Mas impossível não reconhecer que é uma das cidades mais românticas do mundo.  Por isso, fazer uma lista de restaurantes românticos foi bem difícil.  Achei melhor não escrever “os mais”para não correr o risco de ser injusta.  Então uma lista de lugares para levar seu amor.

Il Buco 

47 Bond St., New York, NY 10012 | (212) 533-1932

Esse lugar era primeiramente um antiquário e em 1992 a proprietária Donna Lennard  o transformou em restaurante.  O ambiente guarda as características do antigo negócio dando a sensação de que a qualquer momento podemos descobrir um pequeno tesouro escondido.  E eu não diria pequeno, mas de verdade um tesouro é a enoteca, com mais de 400 rótulos.  A comida é ítalo-hispânica e eu recomendo as sobremesas: Panna Cotta all’Aceto Balsamico  e Torta all’ olio d’oliva.

 

 

One if by Land, Two if by Sea

17 Barrow St, New York, NY 10014, USA
+1 212-255-8649

O poeta Henry Wadsworth Longfellow (1807 – 1882) descreveu assim a histórica cavalgada de Paul Revere:

Listen my children and you shall hear/Of the midnight ride of Paul Revere, /On the eighteenth of April, in Seventy-five;/Hardly a man is now alive /Who remembers that famous day and year. //He said to his friend,/”If the British march /By land or sea from the town to-night, /Hang a lantern aloft in the belfry arch /Of the North Church tower as a signal light – /One if by land, and two if by sea;/And I on the opposite shore will be, /Ready to ride and spread the alarm /Through every Middlesex village and farm, /For the country folk to be up and to arm.”

Essa estrofe do poema foi a inspiração para o nome desse, que é considerado o mais romântico dos restaurantes de Manhattan.  Construído num prédio histórico de 1776 onde funcionava uma cocheira, a decoração é lindíssima.

O cardápio é clássico americano e eu recomendo o Beef Wellington: um roasted beef envolvido em patê de foie gras e massa folhada.

O One if by Land é provavelmente o restaurante onde mais pessoas abriram uma caixinha e pronunciaram “Quer casar comigo?”.  Por isso, é um lugar para pensar bem antes de ir.

Pier A Harbour House 

22 Battery Place, +212.785.0153

Eu acho esse lugar tão lindo!

Coloquei na lista de restaurantes porque além de tudo, a comida é excelente, mas esse lugar é maravilhoso a qualquer hora do dia.  A cozinha serve frutos do mar, posso indicar os calamari que gosto de tomar com uma Guinness.  Mas todos os pratos são muito bons e o Oyster Bar é famoso para quem gosta da iguaria.  De qualquer maneira, a vista da Estátua da Liberdade e a arquitetura fazem desse, um dos lugares mais românticos de NY.

 The House

121 East 17th Street

Esse prédio de 3 andares data de 1854 e também funcionava como cocheira.   O lugar é muito aconchegante com as paredes de tijolos e lareiras.  Tem uma ótima adega e a cozinha americana oferece de lagosta a Scallop, de cordeiro (delicioso) ao típico Black Angus NY Strip Steak.

Eu recomendo o brunch de domingo no The House.  E para completar o programa, um passeio pelo Gramercy Park.

 Erminia 

250 E 83rd St, Manhattan,NY / (212) 879-4284

Um chalé suísso, que serve comida romana, no meio do Upper East Side: assim é o Erminia.   São poucas mesas o que torna o ambiente ainda mais romântico e o serviço é impecável.  Se você escolher esse restaurante para ir com aquela pessoa com quem pretende passar o resto da vida, certamente será o lugar que irão voltar todas as vêzes que forem a NY.

Bem, chegando ao final do post e eu não posso deixar de expressar meu desejo sincero de que quem estiver lendo este post tenha sempre um amor ao seu lado, pronto para desfrutar as boas coisas da vida.

…motivos para ir à Praga…Parte I – As Igrejas Barrocas.

Eu sempre escrevo sobre lugares que eu já fui e coisas que eu já fiz. Mas hoje é dia de recomeçar, porque andei alguns dias afastada e achei que devia falar de um lugar que eu quero muito ir: Praga. Eu já li muita coisa sobre essa cidade, recebo muito material e sugestões, então eu filtrei e mando para vocês as minhas razões para querer conhecer, e a primeira delas: As Igrejas Barrocas!

O estilo Barroco, também conhecido como Seiscentista, por ter aflorado no século XVI, se caracterizou pelo contraste com o estilo contido e estruturado Renascentista.  Curvas e formas exageradas, elementos que representam o bem e o mal, figuras sacras e pagãs misturadas são características, assim como o dourado em profusão.  A Igreja Católica estava  ao mesmo tempo em confronto com as reformas protestantes e em plena expansão nas colônias americanas e por isso a necessidade de demonstrar grandiosidade e se misturar com a cultura dos novos fiéis.  Por isso que vemos muitas frutas e flores nas molduras douradas em volta dos santos.  Para mim, um dos estilos artísticos mais interessantes e que está presente em muitas construções em Praga.

Igreja de Nossa Senhora da Vitória – Menino de Jesus de Praga – a Igreja comemora a vitoriosa batalha da Montanha Branca, quando a Liga Católica venceu a Liga Protestante. É considerada a primeira Igreja em estilo barroco de Praga, construída na primeira metade do século XVII.

A Igreja de Nossa Senhora da Vitória é conhecida mundialmente porque em seu interior está a estátua do Menino Jesus de Praga.

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Para Lucca

Pode ser que um dia você acorde de madrugada com uma sensação que algum lugar esteja chamando você, sem que saiba que lugar é esse. Da mesma forma que acontece quando a gente quer comer alguma coisa mas não sabe definir o que é. Então você liga seu Spotify, ITunes, ou o que quer que você use para encontrar a música que preenche a alma, e lá está ele…cantando baixo no seu ouvido “Nessun dorma”e imediatamente você se dá conta de que precisa ir ao encontro de Giacomo Puccini.

Apesar do compositor de La Bohème, Tosca, Madame Buterfly, Turandot ter falecido em 1924, sua alma permanece em Lucca,   seja na casa onde nasceu, ou nos locais onde acontecem as apresentações do Festival Permanente , que propicia apresentações com composições de Puccini o ano todo.

Casa onde nasceu Giacomo Puccini

E é ao som desse que é um dos maiores compositores de todos os tempos que você percorre as principais atrações de Lucca, como as muralhas do século XIII que cercam a cidade e permanecem intactas.

A Igreja de San Michele in Foro, construída entre os séculos XII e XIV, foi construída onde ficava o Foro Romano.  Com a fachada toda entalhada em mármore, é constantemente confundida com a Catedral Duomo di San Martino.  Essa, construída no século X! em estilo Romano, tem o campanário separado da construção principal,  como é próprio do estilo estilo da região.

San Michele in Foro

 

Catedral Duomo di San Martino

Única torre remanescente da idade medieval, a Torre Guinigui fazia parte das propriedades de uma poderosa família.  O peculiar são os carvalhos plantados no topo.  Vale a pena subir os 230 degraus para chegar ao topo e apreciar a vista.

Lucca possui quase cem igrejas,  diversos palácios e como toda cidade toscana, o melhor de tudo é esquecer os guias e se perder pelas ruas.  Mas eu não posso deixar de citar o Anfiteatro Romano, que na verdade se transformou em praça. Preservando as arcadas, as edificações foram construídas ao seu redor.  Quando eu observo a maneira como Lucca se organizou em torno da cultura, percebo que essa é a perfeita tradução da alma italiana.  E eu estava falando de Puccini…sim, é a Itália me chamando mais uma vez e eu honestamente, não faço a menor questão de resistir a esse chamado!

Anfiteatro Romano em Lucca

Anfiteatro romano

Para escutar enquanto estiver fazendo as malas :https://youtu.be/VATmgtmR5o4

 

 

 

 

o navio Mayflower

Um passeio pelo berço da América

Em 1620 o navio Mayflower, vindo de Southampton na Inglaterra, ancorou na costa americana.  A bordo, puritanos ingleses a procura de um lugar onde pudessem ter a liberdade de professar sua fé, independente da Igreja Anglicana. O local onde chegaram era uma aldeia dos índios Wapanoag, e ali foi fundada a cidade de Plymouth, hoje conhecida como o Berço da América.

Plymouth Rock

Plymouth Rock

Esses primeiros puritanos ingleses ficaram conhecidos como “peregrinos”. Como eles não conheciam a terra, dependiam dos nativos para sobreviver. Foi assim que os primeiros habitantes da América apresentaram suas comidas aos recém-chegados que a incorporaram aos seus hábitos. Conta-se que para celebrar o encontro, os peregrinos fizeram uma refeição com essa mistura de sabores locais e culinária antiga: perú recheado, torta de abóbora, cenouras cozidas, molho de cramberry. Sentaram-se todos juntos, peregrinos e nativos, e antes de comer deram Graças. Assim nasceu o Thanksgiving.

Mayflower II

Mayflower II

O Thanskgiving é o feriado mais importante para os americanos. Justamente porque marca o início do país deles tal qual é hoje, a terra prometida para os puritanos, onde encontraram a liberdade. É o momento em que as famílias se encontram, sentam ao redor da mesa, tal qual fizeram os peregrinos, e dão Graças.

Plymouth Plantation

Plymouth Plantation

Plymouth Plantation

Plymouth Plantation

Nem tudo foram flores nesse encontro entre peregrinos e nativos. Como sabemos, os índios foram quase dizimados pelos colonizadores, mas essa é uma história que não vou entrar aqui. O que vou contar é sobre um romance muito conhecido de todos, ocorrido nessa região e que envolveu uma nativa Wapanoag, Pocahontas, e um soldado inglês, John Smith. Essa história ficou conhecida através do filme da Disney, que foi lindo, mas não contou a verdade sobre como foi o final. John Smith voltou para a Inglaterra deixando Pocahontas que foi rejeitada pela sua tribo por ter-se relacionado com o homem branco e morreu sozinha na floresta.

Chefe Wampanoag Massasoit

Chefe Wampanoag Massasoit

Visitar Plymouth é um passeio por aqueles primeiros dias da colônia americana. É visitar o Mayflower II, réplica fiel ao original. É caminhar pela Plantation e vivenciar como moraram os peregrinos. E é sobretudo um lugar para entendermos melhor esse país feito de tantos elementos diferentes, mas que se combinam, assim como a refeição do ThanksGiving.

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