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263-267 Prinsengracht   Foto: annefrank.org

Casa de Anne Frank não é o passeio mais agradável em Amsterdam mas é um dos mais necessários. Quando eu lí o Diário de Anne Frank há muitos anos atrás, fiquei impressionada com a história da menina escondida por 2 anos num espaço diminuto, juntamente com a família e outras pessoas.  Essa era uma realidade distante de mim até que entrei na casa, que hoje é um museu.

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A estante que separava o escritório do esconderijo  Foto:annefrank.org

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Foto: annefrank.org

É uma visita à opressão e à luta pela sobrevivência.  Você fica imaginando como conseguiria viver daquela maneira por tanto tempo.  De um momento para o outro você sai das páginas do livro e passa para a realidade que se esconde por trás da estante: o quarto, o banheiro, a escada que dá para a janela por onde ela podia ver a castanheira e nesses poucos momentos, ter contato com a natureza lá fora.

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Foto: annefrank.org

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Foto: annefrank.org

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Foto: annefrank.org

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Escada que dava para o ático    Foto:annefrank.org

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A castanheira    Foto: annefrank.org

 

Após a liberação de Auschwitz, Otto Frank  volta à Amsterdam e descobre que foi o único sobrevivente do anexo.  Em meio à dor,  encontra o Diário da filha.  A primeira publicação saiu em 25 de junho de 1947 e até o momento já foi traduzido para 67 línguas e vendeu 30 milhões de cópias.

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Foto: annefrank.org

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Foto: annefrank.org

Por que eu me impressiono tanto com o pai de Anne Frank?  Porque ele transformou a dor da perda não em um hino de esperança para a humanidade.  Evidentemente que os horrores do nazismo estão lá.  Mas Otto fez muito mais do que mostrar isso:  transformou o Diário da filha em museu contra a intolerância.  É impossível sair de lá sem refletir que ainda existem milhares de anexos como aquele espalhados pelo mundo.

 

Quando Nelson Mandela saiu da prisão, disse que a história da menina judia oprimida em um cubículo tinha sido fonte de inspiração e esperança durante o cativeiro e eu acho que esse é o sentimento que temos ao sair do museu:  esperança de que a humanidade pode ser melhor.

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Foto: annefrank.org

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Foto:  annefrank.org

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Foto: annefrank.org

Otto Frank cuidou pessoalmente da museu e de sua mensagem para o mundo até a sua morte em 1980.